As feiras medievais com taberneiros, cavaleiros e malabaristas de fogo estão na moda e multiplicaram-se nos últimos anos um pouco por todo o país. Só entre Junho e Setembro deste ano realizam-se pelo menos 50 em Portugal.A Lusa procurou saber a que se deve a proliferação destes eventos e lembrou-se de consultar um "especialista". Um psicólogo, pensei. Não! Um professor de História Medieval que garante que «O sucesso das feiras e torneios medievais explica-se por algum desencanto com o presente muito homogeneizado e, portanto igual por toda a parte». O que vale aos desencatados com o presente é que estas recriações medievais são diferentes por toda a parte e muito heterogéneas. Tanto que até as há que se realizam em Outubro e nem precisam de matar mouros - basta-lhes um herói treinado no corte de pepinos e capaz de subjugar o adversário asnelense.
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História. Mostrar todas as mensagens
06/08/2011
Heterogeneidade medieval
25/11/2010
15/03/2010
Eleitores do Carregal - de 1878 a 1915
A manipulação simplista oficial da História da I República costuma equiparar as Revoluções de 1910 e 1974, como se ambas tivessem derrubado uma ditadura e instituído uma democracia.As colunas representam, no eixo da esquerda, o número de recenseados. No entanto, face ao crescimento populacional, é mais preciso analisar as taxas de recenseamento, i.e. a proporção da população que constava nos cadernos eleitorais (eixo da direita).
A linha vermelha mostra a percentagem da população maior de 21 anos que estava recenseada - passou de cerca de 20% no tempo da monarquia para cerca de 10% na República. Atendendo a que, de facto, na Monarquia e de direito, na República, só os homens votavam, compreende-se melhor o efeito considerando apenas a proporção de recenseados entre os varões maiores de 21 - passou de 1/2 na Monarquia para menos de 1/3 na República.
A lei eleitoral da República instituiu o sufrágio capacitário - além de outros requisitos, era obrigatório ser do sexo masculino, saber ler e saber escrever português. A elevada feminização da população, devida à emigração, e o considerável analfabetismo, mesmo entre os varões, penalizaram a representação eleitoral de concelhos rurais, como o Carregal. Em 1915, estimou-se que residissem no concelho 14.000 pessoas, das quais 2.836 eram varões maiores de 21. Destes, apenas 1.324 sabiam ler e escrever. Outros impedimentos legais e alguns expedientes administrativos reduziram o número efectivo de recenseados para 914. Votaram 588.
16/10/2009
Mudam-se os tempos, mudam-se os peritos
No post anterior sugeri um top 20 de bens, todos eles muito mais adequados à sujeição a IEC do que o café. Para quem não sabe, um grupo de peritos em fiscalidade contratados pelo Governo, sob uma evidente influência de substâncias que actualmente são sujeitas a IEC, produziu um relatório onde aconselha a criação de um imposto especial sobre o consumo de café. A surpresa de tal sugestão distrai a nossa atenção de outras doutas propostas com as quais o Governo não se quer comprometer. Ainda assim, eu não resisto a perguntar:
- Onde estavam estes peritos quando o Governo considerava o café um produto de primeira necessidade com preço fixado em Diário da República?
- Onde estavam estes peritos quando o Governo considerava o café um produto de primeira necessidade com preço fixado em Diário da República?
![]() |
05/10/2009
Bora lá empastelá-los?
Francisco José Viegas: «O legado dos ‘pais da República’, de Teófilo Braga a Afonso Costa, passando por Bernardino Machado e António José de Almeida, deve hoje ser reanalisado e subtraído ao discurso do heroísmo patético do breve regime de 1910. Hoje, ouvir-se-ão discursos sublinhando a herança da República e os valores da República. Uma patetice e uma mentira convenientes.»
António de Almeida: «Observando com atenção o golpe de 1910, percebendo quem foram os seus autores, chego à conclusão que entre eles estavam alguns canalhas da pior espécie que este país já viu nascer. »
António de Almeida: «Observando com atenção o golpe de 1910, percebendo quem foram os seus autores, chego à conclusão que entre eles estavam alguns canalhas da pior espécie que este país já viu nascer. »
11/09/2009
O TGV não faz cá falta
![]() |
Canas de Senhorim está directamente ligada com todas as linhas ferreas hespanholas que entram em Portugal por Badajoz, Caceres, Villar Formoso, Barca d'Alva e Tuy.
De 15 de maio a 30 de setembro os comboios sud-express e expresso-Medina param em Cannas de Senhorim.
Não se pode admitir que qualquer castelão, galego ou estremenho se venha queixar de que não pode vir a Canas por falta de comboio!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



