Uma empresa espanhola faz uma oferta para comprar a participação de uma empresa portuguesa numa empresa brasileira. Quando está tudo preparado para a venda, o Governo de Portugal
impede o negócio, vincando uma "
posição ideológica" para defender "interesses estratégicos" do país. Engraçado seria o Governo do Brasil, na mesma linha
ideológica e para defender "interesses estratégicos" do país, decretar a nacionalização da empresa brasileira...
Não conheço inquéritos à população brasileira sobre a bondade ideológica ou estratégica de uma eventual nacionalização da Vivo, mas conheço um inquérito à população portuguesa que me permite concluir que os portugueses não se revêem naquilo que o seu Governo define como "
interesses estratégicos". Trata-se do
Barómetro de Opinião Hispano-Luso, donde destaco o seguinte resultado:
- 86% dos portugueses são a favor da «supressão de todas as restrições à mobilidade e fixação de quadros, trabalhadores e empresas»
Note-se que os inquiridos portugueses têm bem a noção do
Primeiro Ministro que têm, já que 45% são favoráveis à obrigatoriedade do espanhol no ensino básico.
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