"Um dia apareceu um técnico, perguntou-me se tinha guardado a informação de que precisava e fez uma limpeza total ao disco rígido, até instalou novamente o sistema operativo", explicou [um funcionário de um gabinete do Ministério das Finanças].
Estou mesmo convencido de que, com esta operação de limpeza, o saldo orçamental começa a zero. Genial.
30/06/2011
28/06/2011
A paixão pelo computador
O novo relatório PISA hoje revelado (ver o press release divulgado pela Lusa no Público ou no i) sugere-me a apresentação desta interessante relação inversa entre a atitude dos alunos face ao computador e o seu desempenho nos testes de leitura (aqueles em que Portugal mais se aproxima da média da OCDE):
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Portugal é o campeão da paixão pelo computador, seguido pela Grécia e Chile. Nos antípodas - literalmente - os alunos da Austrália e Nova Zelândia dão menos importância ao PC e lêem melhor. Filandeses e coreanos, os melhores do teste, também são menos fascinados pelo computador.
Note-se que esta relação aparentemente tão forte pode esconder outros efeitos. Numa análise dentro de cada país, há resultados contraditórios sobre o efeito de uma variável na outra. No entanto, a intervenção da variável género tem o mesmo efeito em todo o lado - os rapazes gostam mais de computadores e lêem pior do que as raparigas.
Portugal é o campeão da paixão pelo computador, seguido pela Grécia e Chile. Nos antípodas - literalmente - os alunos da Austrália e Nova Zelândia dão menos importância ao PC e lêem melhor. Filandeses e coreanos, os melhores do teste, também são menos fascinados pelo computador.
Note-se que esta relação aparentemente tão forte pode esconder outros efeitos. Numa análise dentro de cada país, há resultados contraditórios sobre o efeito de uma variável na outra. No entanto, a intervenção da variável género tem o mesmo efeito em todo o lado - os rapazes gostam mais de computadores e lêem pior do que as raparigas.
27/06/2011
O buraco que eles escavaram...
A execução orçamental (na óptica do cash flow) estava a correr tão bem que o flow de cash secou...
Foto de Ana Teixeira
Governo prepara orçamento 2012
O i (online) revela que o Governo contratou o maior especialista português em orçamentos de Estado. Perante tão invejável CV, ninguém se vai lembrar da sua ligação a Sócrates.
26/06/2011
As garantias de um Governador Civil
O Governador Civil de Vila Real apresentou a sua demissão depois de se saber da intenção do Governo extinguir o cargo. Depois de
- ter anunciado o encerramento da linha do Corgo e garantido que o mesmo seria provisório
- ter
garantidoprevisto a reabertura da mesma linha em 2009 - ter garantido que a linha seria objecto de uma intervenção estrutural forte para que pudesse completar outros 100 anos de vida
24/06/2011
Eu avisei...
No dia 31-5-2011 previ aqui que «"sondagens" com resultados mirabolantes» sobre as férias dos portugueses iriam ser publicadas pelos OCS... na semana seguinte lá saía o estudozinho dizendo que «só 4,9% dos inquiridos disse que não vai fazer férias fora de casa» e que «mais de um terço dos portugueses entrevistados farão férias fora do país pelo menos uma vez por ano e 13% com mais frequência ainda».
Para ficar com uma ideia de como se chega a esta enorme falsidade, leia um post meu do ano passado.
Passadas duas semanas, os mesmos OCS que não se coibiram de dizer que 95% dos "portugueses" fazem viagens de férias, publicam os resultados de um estudo do IPDT dizendo que «pelo segundo ano consecutivo, mais de metade dos portugueses não vai gozar férias no Verão». No CM ficamos a saber que, afinal, «mais de metade» equivale a «praticamente dois terços» e ficamos a saber algo importante: «dos portugueses que admitem tirar férias no período de Verão, 25,4% vão gozá-las na zona de residência».
Contas feitas, apenas (1-0,638)*(1-0,254) = 27% fazem férias fora da zona de residência. E apenas 24%*27% = 6% viajam para o estrangeiro.
Voltando ao início, estes 6% estimados pelo IDTP são os mesmos "mais de um terço" da Marktest.
Para ficar com uma ideia de como se chega a esta enorme falsidade, leia um post meu do ano passado.
Passadas duas semanas, os mesmos OCS que não se coibiram de dizer que 95% dos "portugueses" fazem viagens de férias, publicam os resultados de um estudo do IPDT dizendo que «pelo segundo ano consecutivo, mais de metade dos portugueses não vai gozar férias no Verão». No CM ficamos a saber que, afinal, «mais de metade» equivale a «praticamente dois terços» e ficamos a saber algo importante: «dos portugueses que admitem tirar férias no período de Verão, 25,4% vão gozá-las na zona de residência».
Contas feitas, apenas (1-0,638)*(1-0,254) = 27% fazem férias fora da zona de residência. E apenas 24%*27% = 6% viajam para o estrangeiro.
Voltando ao início, estes 6% estimados pelo IDTP são os mesmos "mais de um terço" da Marktest.
21/06/2011
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