30/05/2011

Para memória futura

Aos senhores jornalistas:

P.f. leiam esta notícia do Público que diz que «89,5 por cento da procura recaiu sobre destinos nacionais» antes de (re)começar a divulgar "sondagens" com resultados mirabolantes, com afirmações do género «ficar em casa durante as férias é a última opção dos portugueses» ou «mais de um terço dos portugueses continuam a fazer férias fora de Portugal».
É certo que a notícia fala apenas de viagens, dormidas e perfil dos turistas, não apresenta estimativa do número de turistas, mas pode servir como um referencial.

29/05/2011

Um broche* muito virginal

Foi preciso um broche* do Correio da Manhã para eu ficar a saber que «o [meu] pénis é suave como a pele dos golfinhos». Palavra de extra-virgem, agora em versão copa C.

(*) expressão usada no meio jornalístico para designar um trabalho supostamente jornalístico que visa promover uma pessoa ou uma marca, presumivelmente a troco de receita para o órgão de comunicação que o veicula

Link 1: Vídeo com cenas eventualmente chocantes
Link 2: Post do Olho de Gato através do qual conheci a ex-virgem

28/05/2011

22/05/2011

Esta sondagem devia ter mais destaque noticioso

Diz Pedro Magalhães. E eu concordo em abslouto. Além de "cruzamentos disto com identificação partidária, posição ideológica, intenção de votar e intenção de voto", gostaria também de saber qual a parte do universo de eleitores que viu o debate.

16/05/2011

As minhas escolhas

Só tomei contacto com a escrita de Rentes de Carvalho após ele me ter sido apresentado pelo "Artur júnior", numa das minhas excursões à posta e ao tinto do Douro Superior -- isto faz-me lembrar Barthes, mas adiante! O que vos quero mostrar são dois excertos da escrita de Rentes disponíveis na net. O primeiro é de 1997 e integra uma obra colectiva oferecida a Delors:
As especiarias e o ouro eram nesse tempo, como os subsídios o são agora, a principal fonte de receita do país. Fontes aleatórias, por não dependerem de um esforço de produção ou de um planeamento, mas de situações circunstanciais e, em ambos os casos, sujeitas a influências e interesses que de longe excediam, e excedem, os de Portugal como nação.
(...) Não duvido de que a torneira dos subsídios continu­ará aberta, pelo menos durante algum tempo, e que daí ocorrerão benefícios. Todavia, se considero a evolução de Portugal durante a última década, logo a pergunta se põe: benefícios para quem? E a resposta é a mesma que se dava no século dezasseis: benefícios para os detentores do poder. Nesse tempo a casa real e a nobreza­, hoje os políticos, os burocratas e a burguesia.
O segundo é fresquinho, publicado ontem no seu blogue:
Apresenta-se ao lacaio uma evidência em contrário dos actos e factos do adorado? Cem evidências? Mil? Reage ele com um desdenhoso piparote dos dedos manicurados, e um ainda mais desdenhoso arreganhar dos beiços. Porque só verme recusa compreender as beneméritas intenções do Máximo, é preciso ser-se escória para desdenhar da grandeza dos seus planos, da argúcia que usa ao leme da caravela que, fôssemos melhores e mais agradecidos, há muito nos teria levado a bom porto.