«Se a escolha em Portugal fosse, por hipótese, entre o actual primeiro-ministro e o rato Mickey, eu não hesitaria em votar no boneco da Disney».
Carlos Fiolhais
07/05/2011
05/05/2011
O Mundo é ingrato
O programa PORTUGAL2020 (aprovado em Conselho de Ministros de 20 de Março de 2011) mostra ao mundo como se pode diminuir o défice externo e combater o aquecimento global:
«A elevada dependência energética constitui uma importante debilidade da economia portuguesa (...) Para obviar a essa dependência o Governo adoptou em 2005 a Estratégia Nacional de Energia, com metas ambiciosas em termos de utilização de energias renováveis, visando um aumento do aproveitamento dos recursos endógenos e a redução das importações de combustíveis fósseis. (...) Portugal figura já entre os Países do mundo com melhores resultados absolutos e progressos relativos na concretização duma política de promoção das energias renováveis. As metas portuguesas de produzir em 2020, 60% de toda a electricidade e 31% da energia primária a partir de recursos endógenos e renováveis são das mais ambiciosas no plano europeu e mundial. Portugal está a fazer uma aposta clara nas novas energias e em particular nas energias renováveis e na eficiência energética, com resultados que posicionam hoje o País como uma referência global no sector.» (sublinhados meus)
Ora, é sabido que os "resultados absolutos e progressos relativos" se baseiam em mecanismos de tarifas garantidas a longo prazo, que mais do que compensam as "luvas" que os produtores pagam à cabeça.
Quando o Mundo (=FMI) veio até nós, não teve a gratidão de nos reconhecer a "referência global no sector". Pior, atreveu-se a por em causa a estratégia do PORTUGAL2020:
Medida 5.6 --> renegociação e revisão em baixa dos mecanismos de compensação aos produtores convencionais pelo incremento da produção "alternativa"
Medida 5.7 --> revisão em baixa dos incentivos à co-geração
Medida 5.9 --> renegociação dos contratos com os produtores de renováveis com vista a diminuir o incentivo tarifário
Medida 5.10 --> assegurar que não há benefício mais do que justificado para os produtores de renováveis, nos novos contratos; nos novos contratos da hídrica e eólica, não adoptar tarifas garantidas
Medida 5.11 --> análise rigorosa e independente dos custos e do impacto nos preços em todas as decisões de investimento em energias renováveis
«A elevada dependência energética constitui uma importante debilidade da economia portuguesa (...) Para obviar a essa dependência o Governo adoptou em 2005 a Estratégia Nacional de Energia, com metas ambiciosas em termos de utilização de energias renováveis, visando um aumento do aproveitamento dos recursos endógenos e a redução das importações de combustíveis fósseis. (...) Portugal figura já entre os Países do mundo com melhores resultados absolutos e progressos relativos na concretização duma política de promoção das energias renováveis. As metas portuguesas de produzir em 2020, 60% de toda a electricidade e 31% da energia primária a partir de recursos endógenos e renováveis são das mais ambiciosas no plano europeu e mundial. Portugal está a fazer uma aposta clara nas novas energias e em particular nas energias renováveis e na eficiência energética, com resultados que posicionam hoje o País como uma referência global no sector.» (sublinhados meus)
Ora, é sabido que os "resultados absolutos e progressos relativos" se baseiam em mecanismos de tarifas garantidas a longo prazo, que mais do que compensam as "luvas" que os produtores pagam à cabeça.
Quando o Mundo (=FMI) veio até nós, não teve a gratidão de nos reconhecer a "referência global no sector". Pior, atreveu-se a por em causa a estratégia do PORTUGAL2020:
Medida 5.6 --> renegociação e revisão em baixa dos mecanismos de compensação aos produtores convencionais pelo incremento da produção "alternativa"
Medida 5.7 --> revisão em baixa dos incentivos à co-geração
Medida 5.9 --> renegociação dos contratos com os produtores de renováveis com vista a diminuir o incentivo tarifário
Medida 5.10 --> assegurar que não há benefício mais do que justificado para os produtores de renováveis, nos novos contratos; nos novos contratos da hídrica e eólica, não adoptar tarifas garantidas
Medida 5.11 --> análise rigorosa e independente dos custos e do impacto nos preços em todas as decisões de investimento em energias renováveis
Família
Sócrates has two sons, José Miguel and Eduardo.
Source: Information provided by the office of Prime Minister José Sócrates.
Source: Information provided by the office of Prime Minister José Sócrates.
03/05/2011
02/05/2011
Perguntar não ofende
Não tenho por hábito publicar extensivamente conteúdos protegidos por direitos de autor, mas sou levado a abrir uma excepção, dado que considero que esta publicação é serviço público.
1. A falta de jeito de Pedro Passos Coelho advém da inexperiência, da falta de convicção, ou de um bloqueio ditado por não querer desagradar a ninguém?
2. Quando Sócrates fala de Estado Social, só a mim me ocorre que Rui Pedro Soares, cujo principal currículo era ser amigo do primeiro-ministro, ganhou cinco milhões de euros desde 2005?
3. Na história recente houve sempre um grande homem nos momentos difíceis. Salgueiro Maia no 25 de Abril, Melo Antunes no 25 de Novembro, Mário Soares no PREC e na Europa. Será que desta vez não aparece nenhum?
4. Qual o motivo de Soares, aos 86 anos, ser praticamente o único histórico socialista (há também Sampaio e Gama) que coloca reservas ao estilo Sócrates? Vitorino, Costa, Ferro e outros, dirão, como Roosevelt "é um sacana, mas é o nosso sacana"? E nesse caso põem os seus interessezinhos à frente dos do país?
5. É racional acreditar em Sócrates, quando diz que o chumbo do PEC IV, em Março, é que fez faltar o dinheiro já em Maio?
6. O primeiro-ministro desmente ter-se zangado com com o ministro das finanças. Mas porque razão este guarda silêncio sobre o assunto?
7. Quando sabemos que o FMI é mais brando do que a UE, não podemos concluir que fomos enganados pela retórica de Sócrates? Que o país perdeu muito dinheiro ao não pedir o resgate mais cedo? Que se o pedisse só à UE, sem o FMI, isso apenas beneficiava o ego do primeiro-ministro?
8. Se Manuela Ferreira Leite tinha razão em 2009, quando traçou um panorama negro do país, enquanto Sócrates aumentava a função pública e prometia cheques-bébé, a conclusão é que o primeiro-ministro sabia menos que Manuela Ferreira Leite? Ou que enganou deliberadamente o eleitorado, para vencer as eleições? E quem nos engana, uma vez, duas, três vezes, não nos estará a enganar agora?
9. Quantos, dos que agora se queixam dos especuladores, se indignaram quando o nosso especulador doméstico Joe Berardo recebeu empréstimos de um banco público para tomar partido numa contenda privada entre a SONAE e a PT?
10. Se Cavaco soube fazer, e bem, a cerimónia do 25 de Abril, porque não tem feito mais nada que se veja?
Henrique Monteiro, EXPRESSO, 30/04/2011
1. A falta de jeito de Pedro Passos Coelho advém da inexperiência, da falta de convicção, ou de um bloqueio ditado por não querer desagradar a ninguém?
2. Quando Sócrates fala de Estado Social, só a mim me ocorre que Rui Pedro Soares, cujo principal currículo era ser amigo do primeiro-ministro, ganhou cinco milhões de euros desde 2005?
3. Na história recente houve sempre um grande homem nos momentos difíceis. Salgueiro Maia no 25 de Abril, Melo Antunes no 25 de Novembro, Mário Soares no PREC e na Europa. Será que desta vez não aparece nenhum?
4. Qual o motivo de Soares, aos 86 anos, ser praticamente o único histórico socialista (há também Sampaio e Gama) que coloca reservas ao estilo Sócrates? Vitorino, Costa, Ferro e outros, dirão, como Roosevelt "é um sacana, mas é o nosso sacana"? E nesse caso põem os seus interessezinhos à frente dos do país?
5. É racional acreditar em Sócrates, quando diz que o chumbo do PEC IV, em Março, é que fez faltar o dinheiro já em Maio?
6. O primeiro-ministro desmente ter-se zangado com com o ministro das finanças. Mas porque razão este guarda silêncio sobre o assunto?
7. Quando sabemos que o FMI é mais brando do que a UE, não podemos concluir que fomos enganados pela retórica de Sócrates? Que o país perdeu muito dinheiro ao não pedir o resgate mais cedo? Que se o pedisse só à UE, sem o FMI, isso apenas beneficiava o ego do primeiro-ministro?
8. Se Manuela Ferreira Leite tinha razão em 2009, quando traçou um panorama negro do país, enquanto Sócrates aumentava a função pública e prometia cheques-bébé, a conclusão é que o primeiro-ministro sabia menos que Manuela Ferreira Leite? Ou que enganou deliberadamente o eleitorado, para vencer as eleições? E quem nos engana, uma vez, duas, três vezes, não nos estará a enganar agora?
9. Quantos, dos que agora se queixam dos especuladores, se indignaram quando o nosso especulador doméstico Joe Berardo recebeu empréstimos de um banco público para tomar partido numa contenda privada entre a SONAE e a PT?
10. Se Cavaco soube fazer, e bem, a cerimónia do 25 de Abril, porque não tem feito mais nada que se veja?
Henrique Monteiro, EXPRESSO, 30/04/2011
28/04/2011
Notícia
Estas declarações do Governador do Banco de Portugal são notícia apenas porque o seu antecessor não Governou banco nenhum, limitou-se a ser um pau-mandado do seu partido. A sua reiterada omissão também deveria ser responsabilizada.
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