«Quem usou e abusou de toda a batota dos túneis, das arbitragens manhosas e dos castigos absurdos
candidatou-se a ter este fim-de-semana atribulações fora e dentro do campo de jogo»,
escreveu o sr. João José Cardoso, acrescentando que, se o Benfica fosse campeão no Dragão, iria «ser muito complicado».
Idêntico discernimento
revelou o sr. Amorim, ao escrever que «no Porto e ainda mais a Norte do país ainda existem adeptos da agremiação que ostenta o nome de um bairro lisboeta. Sei que são cada vez menos. Quando andava no liceu, poucos ousavam sair do armário – mesmo nessa altura, escondiam-se, envergonhados (e com razão). Hoje, dizem-me, nas escolas do Porto são uma espécie em extinção não protegida.
Ainda bem.»
Estes iluminados adeptos de Pinto da Costa e de
Luis Filipe Menezes, legitimam e alimentam o "clima de intimidação" de que se fala
nesta notícia:
«Alguns adeptos identificados com símbolos do F.C. Porto provocaram alguns distúrbios junto de automóveis que festejavam o título do Benfica na baixa portuense. Os carros foram pontapeados e alguns vidros chegaram a ser partidos.
A PSP já reforçou, entrentanto, a segurança na Avenida dos Aliados. O clima é de intimidação.
Poucos adeptos encarnados arriscam festejar fora das viaturas, a poucos metros do local onde se encontram simpatizantes dos dragões, que já queimaram cachecóis e bandeiras do Benfica.»
O sr. Amorim e o sr. Cardoso devem sentir-se orgulhosos com este resultado. Merecem um Dragão de Ouro. E uma
medalha de Mesquita Machado.