20/11/2009

Sanfonia dos Derrotados

A Sónia que safou o posto de trabalho do Governador do Banco de Portugal beneficia agora das políticas sociais do MAI, que lhe arranjou um emprego. Vários notáveis derrotados nas eleições autárquicas cumprirão agora um serviço de representação do Governo, enquanto beneficiam do RSI - Rendimento Socialista de Inserção.

18/11/2009

O rank a que temos direito

O apuramento para a fase final da Copa do Mundo 2010 e os resultados dos últimos quatro jogos, permitem à Selecção recuperar o lugar no ranking FIFA, anulando o efeito Queiroz.
Se no ranking FIFA houve uma acentuada descida, seguida de recuperação, já no ranking Transparency International tem sido sempre "a subir" desde 2006. Já "subimos" 10 degraus, mas ainda estamos muito longe da Bósnia que, ao contrário do que diz o Público, é o 2.º país mais corrupto da Europa (contando a Rússia).

17/11/2009

Faroleiros de terra*

Como escrevi no dia 1 de Novembro, um comentário de Paulo Batista, dizendo que «o meu nome se encontra mal escrito» num artigo de Acácio Santos, resultou num pedido de desculpas do Farol pelo "descuido" do Acácio. Foi esse comentário assinado por "Farol da Nossa Terra" que me levou a escrever o post de 1 de Novembro, fazendo notar que havia outros "descuidos" mais importantes no artigo e que também Lino Dias se descuidara num outro.
Imediatamente após a publicação do meu post, fiz um comentário no Farol e enviei um email ao Acácio Santos. Como se vê na figura abaixo, o comentário continua, passadas duas semanas, a aguardar aprovação. O Acácio nunca respondeu ao email.



No entanto, o mesmo Acácio Santos fez questão de publicar, no DB de 6 de Novembro, uma «Correcção» à notícia, repondo o verdadeiro Paulo Jorge, em vez do errado João Paulo. Tal leva-me a supor que o Acácio ainda não percebeu os "descuidos" mais importantes da notícia. Aqui fica uma ajuda.

O que Acácio Santos escreveu O que se passou
Faltou à chamada o cidadão do PSD senhor Nuno Machado, mas este cidadão deixou escrito que se ia ausentar durante um mês e que depois regressava. Nuno Henrique Pais Machado apresentou um pedido de substituição nos termos do artigo 78.º da Lei n.º 169/99 ["Os membros dos órgãos das autarquias locais podem fazer-se substituir nos casos de ausências por períodos até 30 dias."]
(...) senhor Victor Manuel Coelho Peixeira Marques, votado com cinco votos sim e quatro não. A votação para o vogal em causa resultou em cinco votos a favor, três votos contra e um voto nulo.
Seguidamente foi chamado mais um cidadão do PSD para ocupar o lugar de Tesoureiro, o felizardo foi João Campos Moura. João Campos Moura foi chamado para ocupar, na Assembleia de Freguesia, o lugar de Victor Peixeira, que acabara de ser eleito Secretário da Junta.
(...) foi eleita a lista A com cinco votos sim e a lista B recebeu três votos não e um voto nulo. O resultado foi: A cinco votos; B três votos; um voto nulo.

*Esta designação resultou de uma 'conversa' com Alexandre Borges.

Procura-se!

15/11/2009

As minhas escolhas

A Causa das Coisas

Assírio & Alvim, 14,4€

Crónicas escritas por MEC há um quarto de século, mas que se mantêm actuais. Lei abaixo o extracto da "causa" Arranjar.


«Enquanto tudo se continuar a arranjar nada se há-se conseguir em Portugal. O mercado dos arranjos, dominado por uma multidão imensa de arranjistas e arranjões, é maior e está mais bem implantado que qualquer mercado negro. Para sair da mentalidade viciosa do arranjismo nacional, é preciso que cada português comece a distinguir entre arranjar e conseguir. Arranjar é obter algo por razões alheias ao mérito próprio e à justiça das circunstâncias - e logo representa tudo o que Conseguir, leal e esforçado, não é. O arranjismo pode ser um reflexo do subdesenvolvimento, mas também é ao mesmo tempo, o principal motor dele. Assim como não se arranjou chegar à Índia, ou acabar com a pena de morte, ou escrever Os Lusíadas ou a Mensagem, ou qualquer outras das coisas boas que os portugueses conseguiram fazer, sem truques ou manigâncias ou espertezas saloias, também não se há-de arranjar sair deste poço cultural em que caímos. Arranjar é próprio de um país miseravelmente possível («Desculpem, mas não foi possível arranjar mais...»). É preciso começar a conseguir as coisas, seja com que dificuldade for. Senão, Portugal chegará a um ponto em que nem arranjo há-de ter».

13/11/2009

Barrar Portugal



Esta peça da SIC mostra como o Governo faz o papel de apresentador do grande embuste que é o Programa Nacional de Barragens: «Este país não pode viver sem barragens e ninguém nos pode impedir de as construir». Ninguém! Ouviram? Nem os ambientalistas, nem as populações locais, nem os bota-abaixistas do costume, nem, muito menos, as espécies ameaçadas das áreas Natura 2000 afectadas pelas barragens: há um Perdigoto que não sabe de nada, desvia o assunto para um Pássaro sem pio.

O documento de que se fala «argumenta ainda que poucas barragens terão viabilidade económica». Santa ingenuidade! E desde quando a viabilidade económica é critério para aprovar os GRANDES INVESTIMENTOS que fazem Avançar Portugal? O argumento final é o benefício ambiental da produção de energia limpa. A qualidade da água vai piorar? Isso não é problema para o Perdigoto e não preocupa nenhum Pássaro.

O modelo de negócio é mais do que conhecido. Como já escrevi em 27 de Março, «os autarcas abrem as pernas à EDP, a qual paga ao Governo, dando este depois uma "parte das contrapartidas" aos autarcas.» Bem entendido que, como todos os negócios do género que os Governos de Sócrates têm feito, o Estado assume os riscos: «o modelo de concessão em vigor prevê que o Estado reduza o preço da concessão ou devolva parte dos mais de mil milhões de euros já recebidos, caso o impacte ambiental de cada projecto obrigue a uma redução da cota ou impeça mesmo a sua construção.» Só falta saber qual será a empresa que ganhará o negócio de desmantelar as barragens que não possam ser utilizadas...