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| Sucata da REFER em corrosão |
31/10/2009
28/10/2009
26/10/2009
As minhas escolhas
| Estaline: A corte do Czar Vermelho - Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas? A pergunta é do CM e a resposta é de uma deputada do PCP que conta no currículo uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais. Esta anedota tem servido, entre outras coisas, para atestar a má qualidade de ensino que supostamente se pratica no "quartel" de onde saí há duas décadas... bastante mais preparado para analisar as deficiências do sistema capitalista do que para analisar o que quer que fosse dos regimes comunistas, é um facto. Ainda assim, prefiro acreditar que é mesmo uma anedota, i.e. a ilustre deputada está simplesmente a fugir à pergunta. No entanto, não vá dar-se o caso de não ter mesmo "abordado isso", como também não abordou nenhuma "questão concreta dos direitos humanos" na China, aqui fica uma sugestão de 668 páginas que enriquecerá o seu conhecimento sobre os "manuais de maus costumes" da URSS. |
22/10/2009
Homofonias
Eu posso fornecer-lhe vários documentos que não distinguem Beijós de Beijoz. :p
Diagnóstico das sondagens
Em primeiro lugar, a constatação de que o CDS-PP foi «subavaliado em todas sondagens e projecções». Na mesma linha, diz-se que o PCP foi «ligeiramente subavaliado em todas as projecções». Não foram apresentadas as razões para esta "subavaliação" sistemática. Já em 30 de Maio, quando vi sondagens com taxas de resposta fantasiosas, eu apresentei aqui hipóteses sobre enviesamento nas bases de sondagem e deficiente tratamento de não-respondentes e de indecisos. Acredito que haja sobrerrepresentação de votantes CDS entre estes três públicos - não seleccionados, não respondentes e falsos indecisos.
Entre as recomendações, a notícia da ERC destaca «que as empresas de sondagens façam sempre perguntas para estimar a abstenção». Concordo, mas... «António Salvador assume: «não sei medir a abstenção».
Mas a declaração que mais me surpreendeu foi de Jorge de Sá, que «aproveitou, ainda, para apelar à possibilidade de se avançar para as amostras aleatórias com base no recenseamento eleitoral». Estará a pensar em chipar os recenseados?
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| Foto de Ana Figueiras no coffee-break da conferência |
20/10/2009
Resultados eleitorais - Carregal do Sal - 2
Diz Lino Dias: «No tocante à Assembleia Municipal, o demérito do PSD estará na liderança da lista por Artur Jorge Saraiva (...). Sendo o líder da lista do PS à Assembleia Municipal o mesmo de há quatro anos atrás, altura em que José Manuel Canavarro o superou com uma diferença de 1066 votos, Carlos Jorge Gomes (2596 votos) viu a sua ascensão agora mais facilitada com a candidatura de Artur Jorge Saraiva (2403 votos) neste seu regresso ao PSD.»
Caro Lino Dias: como quantificou o efeito negativo da liderança da lista por Artur Jorge Saraiva? Se, repito, se o diferencial de votos no PSD para a Câmara e para a Assembleia pudesse ser atribuído ao cabeça de lista, usando o seu raciocínio na referida notícia, então ele seria responsável pela perda de 74 votos. De 2005 para 2009, o PSD perdeu 661 votos para a Assembleia, mais 74 do que os 587 que perdeu para a Câmara.
Desde que Atílio Nunes é candidato pelo PSD, a lista para a Câmara teve sempre mais votos do que a lista para a Assembleia. Este ano foram 230, mais do que os 156 de há quatro anos, mas ao mesmo nível do que ocorreu em 2001 (238) e abaixo do que se tinha verificado em 1997 (361). Como vê, parece-me uma grande injustiça afirmar que, se a lista tivesse sido encabeçada por outrém «o descalabro não teria acontecido ou, pelo menos, não teria sido tão frustrante».
Do ponto de vista do PSD, a mim parece-me muito mais "frustrante" o resultado nas Assembleias de Freguesia. Se eu quisesse utilizar o mesmo tipo de lógica que usou na sua análise, poderia dizer que Artur Jorge Saraiva "conseguiu" mais 205 votos do que os candidatos às Assembleias de Freguesia! Na análise que publiquei na semana passada, é bem evidente que a grande derrota do PSD é nas Freguesias. Na votação para a Assembleia Municipal, enquanto o PSD "recupera" 205, o CDS perde 172 e o PS perde 159.
Para além de Currelos e Papízios, o PS foi o partido mais votado para a AF nas secções de Vila Meã, Alvarelhos, Travanca e Pardieiros (ver gráfico abaixo). O CDS foi mais votado em Fiais e Parada, secções onde o partido mais votado para a AM foi o PSD. A "recuperação" de votos para a AM, relativamente às AF (eixo vertical), foi, obviamente, mais expressiva nas secções onde a % obtida na AF (eixo horizontal) foi menor (à excepção de Papízios). Mas foi também assinalável em secções com votações mais equilibradas, designadamente Travanca e Pardieiros, e até naquelas onde o PSD ganhou a AF, à excepção de Cabanas-1 (Sobral não conta, porque não houve lista do CDS para a AF).
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Adenda 21-10-2009 10:30: Para clarificar o que escrevi no 2.º parágrafo, acrescento este gráfico com a votação nos três órgãos autárquicos nas cinco eleições em que Atílio Nunes encabeçou a lista do PSD. Visualizando a evolução negativa da votação nas duas últimas eleições, não me parece que tenha fundamento a ideia de que o decréscimo foi particularmente acentuado na votação para a Assembleia Municipal.
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19/10/2009
Pouca linha, pouca linha
Diz-se hoje no Público: «A Refer tem vindo a encerrar linhas para efectuar obras, contrariando uma prática centenária em que os trabalhos se realizavam sem interrupção do tráfego ferroviário.As linhas do Tâmega, do Corgo e do Tua, e os troços Guarda-Covilhã e Figueira da Foz-Pampilhosa, estão fechados e não se sabe ao certo quando reabrirão. Isto porque, em alguns casos, nem sequer há projecto para avançar com as obras.»
A mesma notícia baseia-se numa fonte (da REFER? da CP? da Secretaria de Estado dos Transportes?) para dizer que «Para o Corgo e Tâmega há uma vaga referência ao "início de 2011" para a sua reabertura, mas entre Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa não se sabe quando ali voltará o comboio a apitar.»
Em Março e Abril deste ano, postei aqui várias "previsões" sobre a reabertura destas linhas. O Governador Civil de Vila Real começou por dizer que as obras estariam concluídas ainda durante o ano de 2009. Na semana seguinte, a Secretária de Estado dos Transportes adiou a previsão para Setembro de 2010. No entanto, como refere Carlos Cipriano, «para as populações locais subsistem dúvidas sobre se alguma vez o comboio voltará, apesar das promessas em contrário da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, reforçadas durante as eleições num périplo pelo Norte».
É que o povo já não vai em promessas...




