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13/08/2011

Empata folladas

"Lloret es el mejor lugar para la fiesta de toda Europa. La gente es guapa, es un buen lugar para follar... Lo único malo son los mossos [d'esquadra]"
Os polícias são uns empata folladas para o «sonriente y ebrio Bruno, un alemán» que vive a melhor noite dos seus 17 anos num dos mais famosos destinos europeus de turismo de borracheira, que oferece 80 camas de hotel por cada 100 habitantes, 80% dos quais vivem do turismo.
Os polícias, o pessoal de socorro e os técnicos de saúde são alguns dos restantes 20% que, não vivendo do turismo, ocupam grande parte do seu tempo prestando serviços a turistas. Questiona-se se as reduzidas margens de comercialização de camas e de álcool de baixa qualidade cobrirão os custos crescentes daqueles serviços. Há quem diga que se deve acabar a imagem de Lloret «como un lugar idílico para el turismo de borrachera», o que certamente obrigaria Bruno a procurar outros lugares para follar...

03/08/2011

A bolha do futebol

Depois dos Estados, as SAD's ibéricas são o melhor exemplo de como se pode viver em permanente estado de défice orçamental. Tal como os centros escolares, os comboios de alta velocidade e os aeroportos são vitais para tirarem os países da crise, o "investimento" em grandes futebolistas é "absolutamente necessário" para "devolver a alegria à massa associativa". A banca e os fundos de investimento lá estão, sempre prontos a financiar estes negócios com base em "garantias" de especulação sobre o valor futuro dos futebolistas.
Se o BCE não teve pejo de aceitar garantias do valor comercial de jogadores do Real Madrid, em conjunto com moinhos de vento, a CMVM portuguesa quer saber como é possível um fundo de investimento, "situado a um nível mais elevado da cadeia de domínio" de uma das 13 SAD's espanholas falidas, pagar avultada quantia por um avicultor que precisa de um assistente para agarrar galinhas.

02/08/2011

Ronaldo bankia

Afinal aquela notícia de April's Fools não será assim tão fool... segundo El País, o BCE aceita como garantia, para ceder liquidez ao Bankia, o empréstimo que o Real Madrid contraiu para comprar o (passe de) Cristiano Ronaldo. Uma Caja do grupo Bankia, com problemas de liquidez, emprestou, com um spread sobre a Euribor bastante reduzido, muito dinheiro a um clube de futebol com um rácio de endividamento de 75%. Como é evidente, não consegue financiar-se a esse spread e o BCE dá-lhe a mão, basicamente, a troco dos pés de Ronaldo.
O empréstimo dos pés de Ronaldo não é a única garantia Bankia. O grosso da garantia são empréstimos ao quixotesco negócio dos moinhos de vento, o qual, como toda a gente sabe, nunca é bom quando vindo de Espanha. Quem sabe, sabe, e quem garante o vento é que sabe.
Foto de Associated Press mostrando Ronaldo a repor os líquidos no banco. Ao lado esquerdo
está a solução para os problemas de liquidez do futebol, da banca e da economia espanhola.

16/07/2011

Nem todos os caloteiros são iguais



Pode saltar para 1:50:
Contrary to what some folks say, we’re not Greece, we’re not Portugal. It turns out that our problem is we cut taxes without paying for them over the last decade. We ended up instituting new programs, like a prescription drug program for seniors that was not paid for. We fought two wars, we didn’t pay for them.
E qual é a diferença?

26/06/2011

As garantias de um Governador Civil

O Governador Civil de Vila Real apresentou a sua demissão depois de se saber da intenção do Governo extinguir o cargo. Depois de
Alexandre Chaves perdeu uma óptima oportunidade para se demitir hoje, dia em que o Público revelou que, siga-se o estudo que o Governo que o nomeou entregou à troika, siga-se o plano da REFER, a linha do Corgo só espera alguém que desligue o ventilador.

05/05/2011

O Mundo é ingrato

O programa PORTUGAL2020 (aprovado em Conselho de Ministros de 20 de Março de 2011) mostra ao mundo como se pode diminuir o défice externo e combater o aquecimento global:
«A elevada dependência energética constitui uma importante debilidade da economia portuguesa (...) Para obviar a essa dependência o Governo adoptou em 2005 a Estratégia Nacional de Energia, com metas ambiciosas em termos de utilização de energias renováveis, visando um aumento do aproveitamento dos recursos endógenos e a redução das importações de combustíveis fósseis. (...) Portugal figura já entre os Países do mundo com melhores resultados absolutos e progressos relativos na concretização duma política de promoção das energias renováveis. As metas portuguesas de produzir em 2020, 60% de toda a electricidade e 31% da energia primária a partir de recursos endógenos e renováveis são das mais ambiciosas no plano europeu e mundial. Portugal está a fazer uma aposta clara nas novas energias e em particular nas energias renováveis e na eficiência energética, com resultados que posicionam hoje o País como uma referência global no sector.» (sublinhados meus)

Ora, é sabido que os "resultados absolutos e progressos relativos" se baseiam em mecanismos de tarifas garantidas a longo prazo, que mais do que compensam as "luvas" que os produtores pagam à cabeça.
Quando o Mundo (=FMI) veio até nós, não teve a gratidão de nos reconhecer a "referência global no sector". Pior, atreveu-se a por em causa a estratégia do PORTUGAL2020:

Medida 5.6 --> renegociação e revisão em baixa dos mecanismos de compensação aos produtores convencionais pelo incremento da produção "alternativa"
Medida 5.7 --> revisão em baixa dos incentivos à co-geração
Medida 5.9 --> renegociação dos contratos com os produtores de renováveis com vista a diminuir o incentivo tarifário
Medida 5.10 --> assegurar que não há benefício mais do que justificado para os produtores de renováveis, nos novos contratos; nos novos contratos da hídrica e eólica, não adoptar tarifas garantidas
Medida 5.11 --> análise rigorosa e independente dos custos e do impacto nos preços em todas as decisões de investimento em energias renováveis

28/04/2011

Notícia

Estas declarações do Governador do Banco de Portugal são notícia apenas porque o seu antecessor não Governou banco nenhum, limitou-se a ser um pau-mandado do seu partido. A sua reiterada omissão também deveria ser responsabilizada.

23/04/2011

INE não teve tolerância de ponto

Apenas três semanas depois da correcção às contas nacionais desde 2007, o INE divulgou hoje (Sábado de Páscoa) uma revisão das mesmas, para os anos de 2009 e 2010.
O défice de 2010, o tal que tinha corrido melhor do que o previsto a Sócrates e a Teixeira dos Santos, cresceu mais 870 milhões, para 9,1% do PIB. A dívida pública "provisória" em 2010 foi corrigida em mais mil milhões, sendo agora equivalente a 93% do PIB.

14/04/2011

À espera do Pai Natal

Os pacatos finlandeses vivem em apartamentos de 60 m2 ou em pequenas casas de madeira. Andam preferencialmente de comboio e de bicicleta. Gostam de sauna, de vodka e de endro. Valorizam o estudo e o trabalho. Respeitam a liberdade do outro, mas não toleram a corrupção ou a evasão fiscal. Gostam do Sol do Sul, mas não estão dispostos a pagar o nosso mau governo. Quem disse que o Pai Natal vem da Lapónia?

01/04/2011

Primeiro d'Abril

Este país vive em mentira 364 dias por ano. Hoje é o dia em que podemos aproximar-nos um pouco mais da realidade. Finalmente, dois meses e meio depois dos rumores sobre "uma Visita Diálogo do Eurostat nos dias 17 e 18 de Janeiro", o INE alterou as contas desde 2007, apresentando novos valores para o défice e para a dívida pública.
Pode o leitor verificar que a realidade já ultrapassou as previsões de um botabaixista como eu que, há um ano, previ uma dívida de apenas 93% do PIB, contra os 89% inscritos no PEC de que então se falava....
N.B. O documento disponibilizado pelo INE continua a apresentar, contra todas as previsões minimamente arrazoadas, um crescimento positivo do PIB em 2011. Portanto, tudo leva a crer que é já este ano que a dívida supera os 100% do PIB, o que eu só previa que acontecesse em 2013!!!

Não vale a pena gastar muito tempo com a enumeração das mentiras que nos impingem 364 dias por ano... deixo apenas as declarações de um qualquer Secretário de Estado há apenas uma semana:
"«Quanto às especulações sobre o défice de 2010, sabe-se que existe uma orientação do Eurostat relativamente à classificação contabilística (...)». Para o governante, as dúvidas do Eurostat dependem da forma de contabilização das contas públicas, mas não colocam em causa o défice de 2010, que segundo o Governo ficou abaixo do objectivo inicial dos 7,3%. «Isso nada tem a ver com a execução orçamental de 2010, onde foram conseguidos os objectivos pretendidos, nem com a execução dos dois primeiros meses de 2011 em que foi registado um excedente orçamental»".

Como se vê no quadro acima, não só os objectivos de 2010 não foram atingidos, como o INE vem agora reconhecer que os objectivos de 2007 e 2008 também não foram atingidos. Ainda bem que hoje é o 1.º de Abril.

Adenda: Esta gente não tem vergonha!

10/03/2011

Competitividade

Agora só faltam as medidas da UE(FA) para podermos "comprar" mais destes!
Guarin            Alan            Maxi              Jara

06/03/2011

Consumo sustentável

Caro Álvaro Santos Pereira:
podemos ver a coisa pela perspectiva pós-moderna - face aos consumistas do Sul, os políticos do Norte apostaram tudo num estilo de vida responsável e sustentável.

"Prontos".

23/02/2011

Foguetes

Afinal, os foguetes foram para comemorar o quê?
Alternativas de resposta:
  • O record atingido pela despesa?
  • A inversão de tendência na receita?
  • O segundo pior saldo de sempre?
Há, no entanto, um amargo de boca nesta "vitória" - eles não conseguiram cobrar em 2011 mais do que tinham feito em 2008!

01/02/2011

Um país de inovadores

«A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em terceiro lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado (...)»

«O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.»

Este é um resumo da forma como Luísa Pinto noticia o relatório que, segundo Carlos Zorrinho, demonstra que Porugal é «líder de crescimento na inovação». Ou seja, os empresários acham que são muito inovadores, mas não ganham nada com isso. Terão aprendido com quem?

Nota: Não consigo perceber onde foi a jornalista buscar a ideia de que Portugal «é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo». Qualquer cidadão minimamente informado sabe que não é o caso e o relatório em causa atribui a Portugal um valor de 71 nesse indicador, cuja média europeia é indexada em 100.
Já agora, é justo reconhecer que não é só de garganta que os portugueses estão a melhorar - Portugal apresenta valores bastante superiores à média europeia nos indicadores "novos doutorados" e "publicações científicas internacionais".